Pré-venda até 20 de março de 2026. Os pedidos serão enviados após o encerramento da pré-venda, a partir de 21 de março de 2026.
dicionário (um livro de verbetes; 2013-2023)
Em dicionário, Heleno Godoy reúne dez anos de criação poética em 168 verbetes que ultrapassam a simples definição de palavras. Cada termo se transforma em território de reflexão, revelando camadas de sentido entre o real e o simbólico. O autor constrói uma obra que alia rigor estético e musicalidade, dialogando com mitologias, filosofias e ancestralidades. Entre tradição e vanguarda, Godoy reafirma a potência transformadora da linguagem e oferece ao leitor um compêndio singular que reinventa a semântica, abrindo novos caminhos para a literatura contemporânea.
Heleno Godoy (Goiatuba-GO), é mestre pela University of Tulsa (Oklahoma, USA), doutor pela USP-SP. Foi professor adjunto da PUC-GO, professor titular da Faculdade de Letras da UFG, onde se aposentou em 2015. Publicou Os veículos, fábula fingida, A casa, Trímeros, A ordem da inscrição, Lugar comum e outros poemas, Sob a pele, Inventário - Poesia reunida, inéditos e dispersos (1963-2015) e Nossos lugares e o que neles somos (poesia); Leituras de ficção e outras leituras e Leituras de poesia e outras leituras (ensaio); O amante de Londres e A feia da tarde e outros contos (conto); Relações (narrativas) e As lesmas (romance).
Por Ronaldo Cagiano
Esse dicionário idiossincrático e reverberador de subjetividades contempla uma exegese do olhar, nele funde-se a experiência criativa do escritor, tradutor e crítico multifacético com a do professor, resultando numa prospecção demiúrgica no insondável aluvião de universos sintáticos e canais de expressão artística. Esforço que culmina num compêndio que carrega em todo o seu corolário o sentido de diversidade, por privilegiar um pout-pouri de imagens, temas, variações e discursos que se integram para instaurar uma espécie de interpretação do mundo, das coisas, do ser, dos objetos e, por tabela, dos sentimentos, esse território que abarca, no seus mais profundos escaninhos, a memória da vida e as tatuagens do inconsciente individual e coletivo.
Por Solange Fiuza Yokosawa
Se a língua portuguesa possui mais de 380 mil palavras, Heleno Godoy necessita de poucas. Por isso escolhe 168 para compor o seu dicionário, para perquirir seus sentidos, testá-los, apreendê-los em sua contradição e, por meio deles, dar a ver a sua visão de homem, que é sempre a de um homem em sociedade, e de poesia, que é, desde a primeira obra até este dicionário, um trabalho constante com a “impura linguagem dos homens”.
Por Albertina Vicentini
Por constituir uma linguagem aos fragmentos-verbetes, monta um discurso infinito porque sempre expansível, e finito porque sempre datado. E, no caso deste dicionário, por ser literatura, isto é, a que se duplica já por natureza, também se fragmenta em verbetes/poemas ao infinito, multiplicando sentidos e refletindo sobre a própria literatura que, ao tornar-se mero significante, passa a receber os significados que lhe forem atribuídos conforme os tempos históricos, as sociedades e os leitores, tornando-se finita e infinita ao mesmo tempo que já é duplicação/metáfora da própria linguagem: uma metáfora que se volta sobre si mesma ou, no caso, uma paródia que se volta sobre si mesma.
Mais sobre o autor e o livro:
https://www.editorasinete.com.br/dicionario
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Edição: 1ª
Ano: 2026
Assunto: conto
Idioma: Português
País de Produção: Brasil
ISBN: 978-65-83126-36-8
Formato: brochura, 14 x 21 cm
Nº de Páginas: 200